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CÓDIGO SENHA

DIA INTERNACIONAL DA MULHER

09/03/2021

 

Nesta segunda-feira (8) é comemorado o Dia Internacional da Mulher. E, nos últimos tempos, a sociedade acompanhou a mulher ganhar mais um espaço, o empreendedorismo.

Segundo dados da pesquisa sobre o empreendedorismo no Brasil da Unidade de Gestão Estratégica do Sebrae de 2020, até o terceiro trimestre de 2020, haviam 8,6 milhões de mulheres donas de negócios, 1/3 do total, sendo que, comparadas aos homens, elas possuem maior grau de escolaridade, 29% tem curso superior, 39% nível médio, 24% fundamental, são mais jovens, ganham menos, trabalham mais por conta própria e menos horas no negocio, estão a menos tempo na atividade atual, empregam menos, tem estruturas de negócios mais simples, contribuem mais à previdência na atividade atual, trabalham mais no setor de serviços com destaque a alojamento e alimentação e 49% são chefes de domicílio.

As mulheres empreendedoras estão em maior proporção no Sudeste, em 43% e no Nordeste, com 24%, e trabalham muito em função de propósito.

Segundo Silvia Furio, gerente regional do Sebrae-SP, a procura por cursos e atendimentos na área de empreendedorismo, de avaliação de negócios, tanto presenciais quanto remotos cresceu de forma significativa. No período de pandemia, em especial por mulheres, cujos maridos foram desligados das empresas. A busca por orientações triplicou se comparada com o ano de 2019, feita por mulheres.

“Isso se deve, primeiramente, em função do entendimento das pessoas que o estoque de empregos vem diminuindo no mundo inteiro, segundo, em virtude do empreendedorismo por necessidade, vindo das questões econômicas que estamos vivendo desde 2008.”

O que elas buscam são cursos técnicos, que ensinam a “fazer alguma atividade” para que possam ser inseridas no mercado de forma produtiva e, posteriormente, procuram os cursos que ensinam a gerenciar essas atividades técnicas que aprenderam. “Um exemplo disso é a grande busca por cursos na área de beleza e de alimentação. Contudo, a busca por cursos e consultorias na área de gestão pelas mulheres vem crescendo em progressão geométrica. Conteúdos sobre finanças, vendas, vendas pela internet, e-commerce, gestão de pessoas, vitrinismo e visual merchandising são exemplos de cursos muito procurados, em especial na região de Araçatuba”, destaca a gerente.

 

ABERTURA

Para Silvia, as empresas estão mais abertas às mulheres e está ocorrendo gradativamente. A gerente explica que a participação das mulheres no total de empregos é relativamente maior nas MPEs (Micro e pequenas empresas), em relação às MGEs (Médias e grandes empresas). O resultado ocorre tanto no Brasil como um todo, como no estado de São Paulo. No Brasil, 41,5% dos empregos em MPEs são ocupados por mulheres; nas MGEs 35,7% dos empregos são ocupados por mulheres. No estado de São Paulo, 42,8% dos empregos em MPEs são ocupados por mulheres; nas MGEs 38,2% dos empregos são ocupados por mulheres.

“Outra característica referente à participação das mulheres no mercado formal de trabalho é que, no Brasil, a diferença entre a remuneração média das mulheres e dos homens é menor nas MPEs do que nas MGEs. Nas grandes e médias empresas, a remuneração média das mulheres representa 86,7% do que a dos homens. No caso das MGEs, a remuneração média das mulheres representa 76,0%, em relação à média dos homens.”

Ela diz que existem várias organizações hoje atuando na conscientização das lideranças das organizações, sejam elas pequenas ou grandes privadas ou públicas, no sentido de reduzir o desnível salarial, inclusive políticas públicas com o propósito. “Aos poucos estamos evoluindo nesse sentido.”

 

EMPREENDEDORA

Danieli Lopes, de 33 anos, é proprietária de uma loja de roupas em Birigui. Ela diz que nunca sentiu preconceito por comandar seu empreendimento, pelo contrário, sempre que é perguntada qual sua profissão, sente admiração das pessoas. “É um ar de ‘olha só, parabéns, mulher, jovem e independente’; isso é muito bom de se ouvir, porque a sociedade sempre coloca a mulher como frágil, com isso tem que vencer mais desafios.”

Segundo ela, embora o empreendedorismo tenha crescido nos últimos anos, as mulheres têm que lutar ainda mais pelo seu espaço e enfrentar preconceitos do mercado. “A luta ainda é bem longa para recebermos salários igualitários, em relação aos homens que exercem a mesma função.”

Danieli sempre comercializou roupas, principalmente feminina, mas não tinha uma loja física, fazia mais vendas para amigas e familiares. Há uns anos, resolveu montar uma loja. “Deu super certo, conquistei novos clientes e as vendas só cresceram. Hoje, também conto com um brechó, que, mesmo na pandemia, vendi bem”, finaliza.

Fonte: Folha da Região



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