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Profissionais lamentam prejuízos com bloqueio do WhatsApp

04/05/2016

Não são poucos os casos de profissionais que fecham negócios com clientes por meio do WhatsApp. A psicóloga Lola Andrade, 55 anos, que atende em uma clínica especializada, na Vila Madalena, na capital paulista, é uma delas. Cerca de 85% dos pedidos de primeira consulta ocorrem via o aplicativo, mas ela também usa o app para manter contato com pacientes, numa espécie de atendimento a distância. Segundo Lola, muitos potenciais pacientes preferem o primeiro contato pelo serviço. “O WhatsApp tem o conforto do anonimato.”

De acordo com dados da 2ª Pesquisa Nacional do Varejo Online, feita pelo Sebrae no ano passado, 39% das pequenas empresas de comércio eletrônico utilizam o aplicativo WhatsApp como ferramenta de pré e pós-venda – em 2014, a taxa era de 19%. Com o uso do aplicativo, a pesquisa revelou que houve uma redução de 64% para 55% no uso do telefone para ligações. A pesquisa mostrou também que, quanto menor o tamanho do empreendimento, maior é a dependência do WhatsApp, por razões de economia.

Pequeno comércio. Os pequenos varejistas estão entre os que mais sentiram o impacto da decisão que suspendeu o aplicativo. Dona de uma loja de acessórios femininos em Poá, na Grande São Paulo, Gabriela Cavalcanti, 30 anos, fecha, em média, oito vendas de bijuterias finas e semijoias por dia via WhatsApp. Com a suspensão do app, Gabriela diz que vai buscar novas formas de se comunicar com a clientela. “Estou chamando os clientes no Snapchat e por mensagens privadas no Instagram e no Facebook”, conta.

O problema se estendeu ao setor de serviços. Gerente de uma franquia da rede de escolas de idiomas Wizard em Bauru, Laís Fernanda, 27 anos, disse que o WhatsApp é útil para confirmar matrículas de alunos que não têm tempo de ir à escola para resolver o assunto. “Após assinar o contrato, alguns alunos fazem o pagamento e enviam o comprovante via mensagem”, diz Laís. O aplicativo também é usado em outras tarefas, como a manutenção do relacionamento com os estudantes. “Mantemos o contato por WhatsApp porque é mais prático”, afirma a gerente.

Imóveis. No mercado imobiliário, que hoje vive uma forte crise, o aplicativo é peça-chave no fechamento de negócios. Regina Aristides, 51 anos, corretora de imóveis da Auxiliadora Predial, em São Paulo, mantém no celular uma lista de 340 potenciais compradores e proprietários de imóveis. Ela usa o serviço de mensagens para agendar visitas a apartamentos e para enviar fotos de imóveis a interessados. “Por WhatsApp, uma cliente me enviou hoje pela manhã os critérios de compra. Sorte que, antes do bloqueio, havia anotado o e-mail dela”, conta Regina. A corretora diz fechar três contratos por mês via WhatsApp. “Posso afirmar que a perda é grande. São negócios entre R$ 400 mil e R$ 2 milhões.”

Fonte: Estadão

tags: Whatsapp, Negócios



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